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Vedois e Senai – Workshop em 14/09/16

O tempo para saltar para a frente é agora

Publicado no Jornal Diário de Santa Bárbara, em 01 de julho de 2016 – pag.02
Acesse também: https://rumoaindustria40.wordpress.com

A Escola SENAI “Alvares Romi”, em Santa Bárbara D´Oeste – SP, realizará no dia 14/09/2016, a partir das 09h00, o Workshop “Rumo à Indústria 4.0 – O Desafio da Eficiência”.O objetivo do evento será mostrar uma maneira por onde começar a construção da “Indústria 4.0”, em que o ganho de eficiência será obtido através do caminho incremental, não disruptivo, a aplicação dos fundamentos da gestão da manufatura.

Na atualidade, muitos fatores são prejudiciais ao ambiente de negócios e afetam a competitividade da indústria brasileira que, mais do que nunca, precisa repensar as táticas de gestão dos seus processos de manufaturas, muitos deles herdados das culturas formadas ao longo da existência da industrialização que a história moderna registra.

A era do conhecimento, característica da 4ª Revolução Industrial, disponibiliza tecnologias como o sistema ciberfísico, que possibilita às empresas eliminarem o “ponto cego” ou lacuna estratégica que isola a manufatura dos demais compartimentos da empresa.

Neste evento, será apresentada como pode ser feita a conectividade entre manufatura e os demais departamentos da empresa, preparando a integração com o sistema ERP, através do sistema ciberfísico, isto na prática.

A coleta de dados do chão de fábrica como ferramenta para medir e gerenciar será demonstrada na apresentação, em cuja fábrica montada no ambiente será apresentado o caminho para uma eficiência da manufatura, em que o índice de eficiência global OEE (Overall Equipment
Effectiveness) é de, no mínimo, 85%. Este indicador atingido eleva a condição da empresa à categoria de empresa classe mundial.

Como alcançar a velocidade e reduzir o tempo de resposta da manufatura, como estratégia ganhadora de pedidos, será outro tema do evento com a demonstração de que a flexibilidade extrema eleva a produtividade e habilita a empresa a produzir em pequenos lotes, isto é, trazendo à luz a prática da customização em massa que a Indústria 4.0 busca como meio estratégico para uma base de alta competitividade. Aprender a fabricar pequenos lotes em alta velocidade é também o que preconiza a Indústria 4.0.

Quanto ao controle da qualidade, esta passa a ser atribuição autônoma das máquinas CNC, que passarão a fazer medição automática em processo e eliminarão na fonte eventuais e tradicionais erros humanos de medições.

Este Workshop preparará a estrada para um sistema autogerenciável da manufatura com a inteligência que preconiza a construção da Indústria 4.0 e banir do dicionário das empresas o atraso de entrega.

Diante desse novo cenário, um novo perfil de profissional é demandado, o “Profissional 4.0”, que precisará ter uma formação multidisciplinar, e o SENAI poderá contribuir com a sua formação profissional com uma engenharia pedagógica do aprender fazendo que vá apoiar as indústrias na implantação dos seus projetos rumo à Indústria 4.0.

Em primeiro lugar, alavancar as tecnologias para criar produtos e serviços premium que se encaixam com o desejo de se tornar uma economia orientada à inovação e as infinitas possibilidades oferecidas pelos avanços na tecnologia da informação e comunicação permitiu a existência da Indústria 4.0 com sucesso, ao mesmo tempo em que o mundo em meio a uma transição histórica, impulsionado pela tecnologia, exige a necessidade de um repensar.

Portanto, tomar medidas decisivas no sentido de construir os avanços requeridos pela indústria brasileira, como parte de uma iniciativa para incorporar tecnologias inteligentes, passa pela ampliação da infraestrutura da informação e comunicação para garantir a segurança e confiabilidade suficientes para apoiar as centenas de bilhões de dispositivos industriais que se conectam à Internet industrial global das coisas.

As empresas, por sua vez, precisam compreender profundamente a Indústria 4.0, as suas implicações para os seus negócios, e se prepararem para adotar e alavancar as tecnologias a seu favor. Para ter um impacto significativo, as empresas têm de desenvolver novas aplicações que são relevantes para os seus clientes e rentável para trazer ao mercado, bem como investir para construir os recursos necessários a longo prazo para aplicar estas tecnologias em seus negócios.

Os trabalhadores devem adquirir as habilidades para o exercício de funções novas, de criação de valor. Com isto, o sistema de educação nacional também terá que moldar as percepções sobre as carreiras promissoras na fabricação e começar a planejar agora a força de trabalho para o futuro.

A Indústria 4.0, processa as suas manufaturas usando a fabricação contínua, que recolhe e analisa os dados, e faz correções ao longo do ciclo de produção, permitindo que os produtos a serem produzidos de forma mais barata e com menos impacto sobre o meio ambiente se apoie nas tecnologias: robôs autônomos, big data, realidade aumentada, manufatura aditiva, a Internet das coisas, a integração do sistema horizontal e vertical, a simulação, a nuvem e segurança cibernética.

A manufatura aditiva, na indústria 4.0, é usada para produzir pequenos lotes de produtos personalizados com maior facilidade com impressão 3D. Ela tem como alvo os setores aeroespacial, médicos, odontológicos entre outros com a sua capacidade de criar protótipos de produtos e serviços de engenharia 3D. O que a indústria 4.0 faz é pegar estes desenvolvimentos, ligando vários dispositivos e máquinas em cada etapa do processo, desde a matéria-prima até ao usuário final. Isto permite um nível sem precedentes de integração entre sistemas de informação, de comunicação e de fabricação.

As tecnologias e ferramentas permitem à Indústria 4.0 se tornar mais sofisticada, permitindo ajustar automaticamente as suas ações para que possam simular a fabricação de peças com um tempo de processamento reduzido em 80%.Neste novo modelo será possível conduzir a competitividade da indústria nacional que a torne cobiçada aos investidores, mas também trás à baila o agravamento da crise da força de trabalho proporcionada pelo advento da automação que reduz a necessidade de trabalhadores pouco qualificados fazendo tarefas de rotina. Em paralelo, novos postos de trabalho mais qualificados na programação das máquinas, análise de dados e manutenção das redes de informação e comunicação serão criados, reforçando as iniciativas para dirigir a educação e a aprendizagem ao longo da vida.

Para as pequenas e médias empresas as tecnologias adotadas e funcionando nos termos da Indústria 4.0, aumentam a sua produtividade, reduz os seus custos e ampliam a sua flexibilidade operacional.

Esta é a Indústria 4.0, onde a computação integrada às redes de informações e comunicações e aos processos físicos estão revolucionando a fabricação.

Esta Quarta Revolução Industrial estampa muitas discussões, tanto pelas ameaças como pelas oportunidades que apresenta, por isso, o tempo para saltar para a frente é agora.

Eng. João Ulysses Laudissi – Diretor da Escola SENAI “Alvares Romi”, em Santa Bárbara d’Oeste/SP; Diretor da Escola SENAI “Celso Charuri” – Unidade Rafard/SP; Presidente da Associação Regional de Engenheiros, Arquitetos, Agrônomos, Tecnólogos e Técnicos da Indústria (AREATI) – Região de Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d’ Oeste e Sumaré/SP.